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Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas

Brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, que prevê até pena de morte para tráfico A brasileira Mary Hellen Coelho Silva conseguiu reduzir em mais d...

Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas
Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas (Foto: Reprodução)

Brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, que prevê até pena de morte para tráfico A brasileira Mary Hellen Coelho Silva conseguiu reduzir em mais da metade a pena de 9 anos e 6 meses de prisão que cumpria na Tailândia por tráfico internacional de drogas e retornou ao Brasil após mais de quatro anos de detenção. A jovem, moradora de Pouso Alegre (MG), chegou ao país no dia 5 de setembro, quando completou 26 anos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A redução da pena ocorreu em um país conhecido pela rigidez das leis relacionadas a drogas. Na Tailândia, dependendo da quantidade apreendida e das circunstâncias do crime, o tráfico pode ser punido até mesmo com pena de morte. Segundo a advogada Kaelly Cavoli Moreira, a brasileira foi beneficiada pelo chamado perdão real, medida prevista na legislação tailandesa, semelhante ao indulto no Brasil. O benefício pode ser concedido individual ou coletivamente e, neste último caso, segue critérios estabelecidos pelas autoridades do país em ocasiões como o aniversário do rei. Entre os fatores considerados estão o bom comportamento, os antecedentes e as atividades realizadas durante o período de prisão. VEJA TAMBÉM: Brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa Retorno ao Brasil aconteceu no dia do aniversário de 26 anos de Mary Hellen Quem é Mary Hellen, brasileira que cumpriu pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia e voltou ao Brasil Mary Hellen, brasileira presa e condenada na Tailândia Arquivo pessoal Durante os anos em que esteve presa, Mary Hellen realizou diferentes trabalhos para conseguir dinheiro e custear necessidades básicas. Segundo a advogada, ela chegou a fazer massagens e, posteriormente, trabalhou na padaria da unidade prisional. O dinheiro era usado para comprar itens de higiene, alimentos que conseguisse consumir e pagar despesas com saúde. A advogada explicou que alguns recursos não eram fornecidos pelo presídio e que a alimentação local, bastante apimentada, dificultava a adaptação da brasileira. Segundo a advogada, o trabalho e o comportamento de Mary Hellen contribuíram para que ela obtivesse os benefícios concedidos durante o cumprimento da pena. Com as reduções, a brasileira concluiu o período de detenção e retornou ao Brasil, conforme a defesa. Legislação tailandesa A legislação antidrogas da Tailândia passou por mudanças no fim de 2021. As punições variam conforme o enquadramento do crime e as circunstâncias de cada caso. Em 2022, quando Mary Hellen foi presa, especialistas ouvidos pelo g1 e pela EPTV explicaram que fatores como a quantidade de droga apreendida e as condições da acusada poderiam influenciar a sentença. Na época, o advogado Telêmaco Marrace afirmou que a condição de ré primária de Mary Hellen poderia ser considerada na definição da pena. Ele também citou a possibilidade de benefícios que permitissem reduzir o tempo de prisão. O advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos humanos e segurança pública, destacou à EPTV a importância da atuação diplomática brasileira. Segundo ele, uma eventual transferência para o Brasil para cumprimento da pena dependeria de articulação entre os dois países, já que não havia tratado específico de transferência de pessoas condenadas entre Brasil e Tailândia. CARTA: Mary Hellen escreveu para a família e disse esperar ver parentes 'o mais rápido possível' A LEI DA TAILÂNDIA: O que diz a lei na Tailândia sobre prisões por drogas Quem é Mary Hellen, jovem presa por tráfico de drogas na Tailândia Redes sociais Perdão real era possibilidade Desde 2022, quando ela foi presa, os advogados avaliavam diferentes caminhos para que a brasileira pudesse deixar a prisão. Uma das alternativas era o perdão real, benefício que poderia reduzir o tempo de pena ou até extinguir a condenação, dependendo das condições estabelecidas pelas autoridades do país. Outra possibilidade discutida era a extradição para o Brasil. Como não existe tratado de extradição entre Brasil e Tailândia, a medida dependeria de articulação diplomática e de um eventual acordo de reciprocidade entre os países. A terceira possibilidade era justamente a permanência no sistema prisional tailandês até que os benefícios previstos pela legislação local permitissem a redução da pena. Na época, a defesa já avaliava que esses mecanismos poderiam diminuir significativamente o período de encarceramento. Em 2024, Mary Hellen recebeu o perdão real da multa de 750 mil bahts, equivalente a cerca de R$ 105 mil na época, e teve a pena reduzida de 9 anos e 6 meses para 7 anos e 6 meses de prisão. As medidas foram atribuídas ao bom comportamento e à participação em atividades na prisão. Já em abril de 2026, a advogada informou que a brasileira havia conseguido uma redução significativa da pena por bom comportamento. Na ocasião, a defesa também aguardava a análise de um pedido protocolado em dezembro de 2025. Prisão no aeroporto Mary Hellen foi presa em 14 de fevereiro de 2022 no aeroporto de Bangkok. Conforme as informações divulgadas à época, ela e outro brasileiro transportavam cerca de 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos da droga. Em 27 fotos: Conheça Mary Hellen, brasileira presa na Tailandia por tráfico de cocaína À época, o advogado Telêmaco Marrace informou que Mary Hellen se declarou culpada perante a Justiça tailandesa. Segundo ele, a brasileira admitiu ter entrado no país com drogas e afirmou ter atuado como “mula” do tráfico. Por ter confessado o crime, ela foi sentenciada sem passar por um julgamento. Até então, a defesa afirmava que a jovem não sabia que havia drogas escondidas na mala. Em maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou a brasileira a 9 anos e 6 meses de prisão. A pena foi dividida em dois anos por um crime civil e sete anos e seis meses por um crime penal. Após obter as reduções previstas durante o cumprimento da sentença, Mary Hellen deixou a prisão e retornou ao Brasil em setembro de 2026. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas